Sinopse: O Cowboy e o Índio se esqueceram do aniversário do Cavalo e, de última hora, resolvem lhe construir uma churrasqueira de presente. Mas, por engano, pedem 50.000 tijolos pela internet, ao invés de 50. E por aí vai...
Sensacional animação franco-belga-luxemburguesa, produzida a partir de bonequinhos de brinquedo plástico de bangue-bangue, de fazendinha, fundo do mar, etc. Este longa sem-noção baseado em uma série de 20 episódios de 5 minutos produzida pelo belga Canal +.
O nome original Panique au Village (“Pânico na Vila”) faz mais sentido que o nome que ganhou em inglês (“Uma Vila chamada Pânico”, já batizando o povoado), apesar de a Vila em questão só ter duas casas, um paiol, um posto policial e uma escola de música (bem distante, perdida em algum canto que não sabemos onde).
A história começa quando os amigos Cowboy e Índio decidem, de última hora, construir uma churrasqueira de presente para o Cavalo, já que esqueceram o aniversário do amigo. Sim, Cowboy e Índio dividem a mesma casa. E o Cavalo não só fala como parece ser o mais inteligente dos três. Quando o pedido de 50 tijolos vira 50.000 (graças à asa da caneca, que ficou pressionando a tecla zero e ninguém percebeu isso antes de dar um Enter na compra on-line), começam as confusões. E começam mesmo.
Nada tem a ver com nada e cada situação maluca puxa outra. Alguns animais falam, outros não. Uns tocam piano, outros são usados como munição. O Cavalo dirige carro, o Burro, um trator. O posto policial se transforma em cadeia num estalo. E, entre uma loucura e outra, qualquer pausa é motivo pra uma partida de cartas. Ou para os comentários sem-noção do Cowboy e do Índio. E o expectador vai rindo e se perguntando até onde aquilo pode ir.
É como se o locutor da Sessão da Tarde, que vive narrando “as trapalhadas e aventuras de uma turminha que apronta muita confusão”, tivesse escrito um filme. Só que com um roteiro bom.
A dinâmica entre os três protagonistas é excelente. A cada situação bizarra em que se metem, o Cavalo tenta manter o controle das coisas enquanto Cowboy e Cavalo se dispersam e vão gerando mais zorra.
A dublagem, com falas rápidas, acelera o tom da comédia e inclui as vozes dos próprios diretores (Stéphane Aubier faz o Cowboy e Vincent Patar, o Cavalo).
A animação em stop-motion foi muito bem utilizada para reforçar o tom cômico. A base plástica que sustenta as pecinhas nem sequer foi removida do Cowboy e do Índio, obrigando-os a subir as escadas de casa “sambando” para um lado e pro outro. Já em outros momentos, eles colocam roupinha de carpinteiro para pintar a casa e o Índio, que toma banho de roupa e seca seu cocar com secador, fica com as penas duras e espetadas. E o fato de serem quem são não foi esquecido: eles de fato usam seus respectivos rifle e arco-e-flecha, seja pra combater misteriosos ladrões de parede seja para aprontar mais ainda.
Pérola do humor belga.
Parafraseando o grande Obelix, “São loucos esses belgas e franceses”.
Só o trailer já é hilário e vale a pena conferir.
Panique au Village
Bélgica/Luxemburgo/França - 2009
Direção e Roteiro: Stéphane Aubier, Vincent Patar
Elenco: Stéphane Aubier, Jeanne Balibar, Véronique Dumont, Bruce Ellison
Duração: 75 minutos

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