quinta-feira, 29 de abril de 2010

[HQ Short ] Dungeons and Dragons em Quadrinhos


Quem curte RPG e quadrinhos, vai gostar de saber desta: a editora IDW Publishing  fechou acordo com a Hasbro (detentora de jogos como Monopoly e Jogo da Vida) e com a Wizards of The Coast (editora estadunidense do RPG) para o lançamento, em agosto, de uma HQ baseada no mundo de Dungeons and Dragons.
Para quem não se lembra ou não sabe o que é D&D (o que acho difícil, dado o foco deste blog), lembre-se de Eric, Diana, Presto, Hank, Sheila e Bob, os aventureiros do desenho Caverna do Dragão (Dungeons & Dragons, no original). O desenho da década de 80 era baseado no mundo daquele tipo de RPG. Aqui no Brasil, o desenho acabou fazendo muito mais sucesso que o jogo que originou  mundo mágico por onde o grupo de adolescentes perambulava.
Aos fãs da série: não se animem. A nova HQ não tem a ver com a famosa carismática turma juvenil. Está voltada para o ambiente de campanha dos RPGs.
O mais normal, nos casos de RPG, é o lançamento de romances como Vale do Vento Gélido (de Forgotten Realms), Dragões do Crepúsculo de Outono (Dragonlance) ou livros de clã (de storytelling Vampiro), que chegaram a ser editados no Brasil pela Devir. Agora é a vez de as editoras tentarem abocanhar o mercado da 9ª Arte, que está em pleno processo de mudança com as novas tecnologias e a decadência nas venas dos gibis de super-heróis nos EUA.
Ainda não há poisção sobre roteiristas ou desenhistas, mas sabe-se que a revista será mensal e cada número trará as fichas dos personagens para serem utilizadas em jogo. O site da IDWP garante ainda que as histórias serão baseadas nos diferentes mundos que compõem o RPG D&D, incluindo Forgotten Realms. Em janeiro, deve ser lançado um título sobre o cenário Dark Sun.
Agora, me perunto: Será que um dia sai o filme do Caverna do Dragão? ;)

quarta-feira, 28 de abril de 2010

[Short] Opera rock de Alan Moore e "vocalista" do Gorillaz.

Damon Albarn volta e meia tem umas sacadas diferentes.
Vocalista do Blur, fez sucesso com sua banda no final dos anos 90 e início dos anos 2000. Até que, resolveu eliminar a carne e o osso de uma banda e criou o Gorillaz, uma banda em animação que manteve o segredo da verdadeira voz por trás dos desenhos durante certo tempo. Supostamente, Albarn criou o Gorillaz para criticar a cultura de massa que consumia mais a estética das boy e grils band (Backstreet Boys, Five, Spice Grils, All Saints etc) do que valorizava a música em si.
Agora, o Albarn e Jamie Hewlett, que juntos bolaram a banda virtual, fecharam parceria com seu compatriota Alan Moore e escrever uma opera rock. Alan Moore, para quem não conhece, escreveu nada mais nada menos que Watchmen e V de Vingaça.
A ópera será baseada em John Dee, suposto amante da rainha Elizabeth I e figura bastante influente na política da época. O tema é bastante específico e talvez se restrinja ao público britânico, mas vindo de uma mente produtiva como a de Albarn e de um roteirista com o peso de Moore, pode-se esperar boa coisa pela frente.
John Dee, conselheiro da rainha Elizabeth na qual a obra será inspirada.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

[Short] Mônica exclusivamente na Globo com novos desenhos.


A TV Globo fechou, na tarde de hoje, acordo com a Mauricio de Sousa Produções para exclusividade na transimissão dos desenhos da Turma da Mônica.
Os desenhos devem estrear em julho, com duração de 15 minutos, dentro do programa TV Globinho. No embalo da Copa, uma animação da Turma do Ronaldinho Gaúcho deve estrear no mesmo mês, produzida por uma equipe italiana. Uma produtora brasileira ficará responsável ainda por Astronauta, Penadinho 3D, Horácio, Jotalhão, Chico Bento e, a maior novidade de todas: o desenho da Turma da Mônca Jovem (o gibi de maior vendagem da franquia no momento, em estilo mangá).

Em 2008, em debate sobre o projeto de lei que estabelece cotas para animação nacional na TV, no programa Ver TV, da TV Câmara, Maurício já havia dito que tinha intenção de aumentar sua produção e exposição dos desenhos animados. Mas, faltava mão-de-obra e dinheiro. Entre outras exemplos de sucesso da Turminha em animação, citou o pedido do governo chinês por mais desenhos do Chico Bento, pedido que ele não conseguiu atender, pois não havia mais episódios prontos.
Com o novo contrato, os desenhos saem do Cartoon para entrarem na TV aberta.
As novidades parecem boas e mostram que a Turminha se renova a cada ano, promovendo a cultura nacional (mesmo que em estilho mangá!) e cativando novas gerações.
Fico na esperança de, um dia, fazerem um desenho do Piteco. Quem sabe? :)

domingo, 25 de abril de 2010

[Literatura - Crítica] Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil


Eis que, via Twitter, tomei conhecimento do livro do jornalista Leandro Narloch, Guia Politicamento Incorreto da História do Brasil. Um belo dia, resolvi sentar-em em uma megastore qualquer para lê-lo e ver do que se tratava.
O livro já atinge as primeiras colocações nas listas de mais vendidos e, como qualquer coisa que exponha "Politicamente Incorreto" no título, a ideia é ser sarcástico, engraçadinho, ao mesmo tempo em que passa dados históricos e tenta corrigir algumas incoerências ensinada nos bancos escolares e tidas como verdades pela maioria da população. Está lá que Zumbi, assim como outros membros do quilombo dos Palmares (e, dentre eles, brancos e índios) tinha escravos e que seu reino não era um molde de democracia; que os próprios índios ajudavam os portugueses a capturar e escravizar outros índios; que a Tríplice Aliança não foi títere da Inglaterra na Guerra do Paraguai nem este país era uma potência aflorada no coração da América do Sul; que Santos Dumont não inventou o relógio de pulso (nem muito menos o avião) entre outros temas de política, cultura e sociedade.
Paranaense, Narloch tira sarro até de si mesmo ao cutucar seu estado. Afinal, a intenção é ser engraçadinho e blindar-se de críticas com o "politicamente incorreto" do título (uma vez que fica fácil apontar essas críticas como hipocrisia do "politicamente correto"). Ok. Até aí, tudo bem.
Mas o capítulo que me chamou a atenção foi sobre o Acre. Como paulista de coração, mas acreano de nascimento, de família acreana e amazonense e neto de seringueiro, conheço bem a história daquelas bandas e interessei-me em ver o que o capítulo falava. Muitas informações corretas estão ali, sobre Galvez, sobre Plácido de Castro e sobre todo o período da Revolução Acreana. Mas não foram as informações que me fizeram torcer o nariz e jogar o livro de lado e decidir não comprá-lo e, sim, quando o texto passou de instrutivo a editorial, de didático a apenas sarcástico. Exemplificando: por várias vezes, Narloch conta que não só o Brasil não quis invadir o Acre como afirma que não queria a região de jeito nenhum, que ninguém queria aquele pedaço de terra. De fato, o Brasil rejeitou o quanto pôde o território, visto que não era seu e o governo não queria se envolver com outra guerra com seus vizinhos, ainda mais quando pleiteva outros territórios frente à Europa como partes da Guiana Holandesa (atual Suriname), da Guiana Francesa, da Inglesa (atual Guiana) e mesmo do Peru. Somente quando a situação já estava insustentável, com os acreanos (que, à época, eram, na maioria, nordestinos) se virando sozinhos, apenas com o apoio do governo do Amazonas (que era o mais interessado na questão) que o Barão do Rio Branco (que batiza a capital) entrou em cena e fechou o Tratado de Petrópolis.
Mais adiante, ao fim do capítulo, Narloch retoma a frase de Evo Morales, que usou para abrir o capítulo. O presidente boliviano afirmou, no momento em que este assumiu a presidência pela primeira vez, que o Acre havia sido trocado com o Brasil por um cavalo. Segundo Narloch, o Acre vale mais que um cavalo e, citando a cifra (que agora não vou me recordar), diz quanto o estado custa aos cofres nacionais e afirma que, com esse dinheiro, seria possível construir mais quilômetros de linha de metrô em São Paulo. Claro, porque não? Vamos lotear estados do Brasil pra desenvolver um estado desenvolvido? Pra que partilha do pré-sal, né? Dê tudo logo para Rio e São Paulo e pronto. E o desenvolvimento da União?
Para um livro que se propõe a olhar pela óptica dos vencidos (já que os mitos históricos são criados por quem vence), houve uma bela derrapada em alguns parágrafos. O papel da História (bem como do Jornalismo, diga-se de passagem), é fornecer informações para que cada um desenvolva seu senso crítico. Com um ou outro comentário editorial (infelizmente, mas uma linha ou duas, apenas), 1808, de Laurentino Gomes, faz isso muito bem com a família real. Demolir a construção de mitos no processo faz parte do andamento da Teoria da História. Mas, passou disso, não se afirme "histórico".
Detalhe: o livro não despertou interesse de editoras brasileiras e foi publicado por uma editora portuguesa, com filial no Brasil.
Em tempo, a esposa de um primo meu, que é boliviana, contou-me que, nas escolas de lá, aprende-se que todos os países vizinhos tiraram um pedaço da Bolívia. O que, de certa forma, é verdade. Mas, não posso deixar de citar que a Bolívia era um pedaço do Vice-Reino (e depois da República) do Prata até que Bolívar aceitou dividir e dar autonomia à região do Alto Peru (atual Bolívia).


[Literatura Short] El Capitán Alatriste


A Devir está lançando no Brasil um jogo de tabuleiro chamado Capitão Alatriste.
Quem? Triste?
Pois é, também nunca tinha ouvido falar desse Capitão, até ver o material e ir atrás de sua história.
Las Aventuras del Capitán Alatriste são uma série de romances aventurescos de época escritos pelo jornalista espanhol Arturo Pérez-Reverte e que narram a história do personagem título. Diego Alatriste y Tenorio é um herói de capa-e-espada, veterno da guerra de Independência da Holanda. Para quem não lembra das aulas de História, a Holanda foi uma colônia espanhola até 1648 e, após a Independência, invadiu o Brasil (que estava sob o domínio espanhol devido à União Ibérica) em represália a Coroa da Espanha.
Voltando ao protagonista, Alatriste era um mero soldado quando ganhou, mesmo que não oficialmente, o título de Capitão por ter salvado toda uma tropa de espanhóis que combatia os holandeses separatistas. De volta à Espanha, o protagonista se envolve com a corte de Felipe IV, com touradas, duelos, autos de fé e intrigas palacianas. Quem narra a história é seu escudeiro Íñigo Balboa.
O jogo de tabuleiro, estilo Banco Imobiliário, vai levando os jogadores por essas aventuras até que um consiga, por meio da compra de influência, levar seu peão a fazer contato com o emissário de el-Rei e, assim, entrar para o Corte.

Essas aventuras, em meio a cabarés e bebedeiras do Capitão, podem ser conferidas no livro O Capitão Alatriste, que a Companhia das Letras por aqui em 2006. Infelizmente, somente o 1º volume foi traduzido para o português. Quem quiser acompanhar as aventuras seguintes, terá que ler no original importado.

Pérez-Reverte resolveu escrever o livro após ver que todo um período da História espanhola havia sido reduzido a uma página do livro escolar de seu filho. Depois de muita pesquisa e criatividade, nasceram as aventuras do Capitão. O resultado foi um grande sucesso lá na Europa que rendeu, além do jogo de tabuleiro, um outro de RPG e um filme, lançado em 2006, com Viggo Mortensen (o Aragorn, de O Senhor dos Anéis) no papel de Alatriste.
 Essa parece ser mais uma das coisas interessantes que, infelizmente, apesar do mundo globalizado, ficam restritas a um mercado. Mas graças à Devir e à Companhia das Letras, podemos ter acesso a uma parte desse material.

sábado, 24 de abril de 2010

[Mangá Short] Otomen/Otomental


A Panini vai lançar em dois volumes a série Otomental, de Mayumi Yokoyama.
Não confundir com Otomen, série que está em andamento também pela Panini.
Tanto Otomen quanto Otomental são trocadilhos bilíngües com a palavra japonesa otome, que significa garota ingênua bobinha.

No caso de Otomen - Um Doce de Garoto, a aglutinação de otome + men dá o tema do mangá: um menino hétero criado sob características historicamente associadas à masculinidade, mas que, mesmo assim, gosta de coisas delicadas como bordar e cozinhar. Isso lhe causa problemas com sua mãe e com a garota por quem se apaixona (epecialmente quando um rival aparece). Otome, Ranma 1/2 e Colégio Ouran Host Club introduzem por aqui, ainda que de forma incipiente, um tema (nos mais variados temas dos mangás publicados no Japão) recorrente por lá: o gender bending, que trata de meninos assumindo posturas "femininas" e vice-versa.
Como toda série que faz algum sucesso, Otomen chegou a virar novela (dorama) por lá.

Otomental - A Obsessão de Otome brinca com a palavra no sentido de a protagonista ser ingênua e delicada. O história gira em torno dos mesmos temas abordados por Mayumi Yokoyama em Galism (também Panini): namoros juvenis, escola, delinqüência. Conta a história de Otome Inazuma e sua nova vida em um novo colégio. Inocente, inicia sua busca pelo primeiro amor e pelo primeiro beijo acba encontrando Toyo, suposto "príncipe no cavalo branco", mas que se revela maniupulador e mesquinho. O melhor amigo de Otome é Tokio que tem o objetivo de quê? Formar uma gangue no colégio (Galism!). Quem gosta dos shojos da Mayumi vai curtir.


[HQ Short] Marvels




Com o lançamento este mês de Marvels II (Marvels - Por trás da Câmera, na verdade), a Panini aproveitou o bote pra relançar o relançamento. Marvels - Edição especial de 10 anos, encadernado contendo os dois voulmes originais e lançado em 2005 vai ser novamente vendido.
A premiada edição original (3 prêmios Eisner), de Kurt Busiek e Alex Ross, foi lançada originalmente em 94 nos EUA. No Brasil, chegou em 95 ainda pela Abril. Lembro que achei caro na época, mas a arte e a capa de acetato chamaram muita a minha atenção. Mesmo assim, a falta de grana me impediu de comprar.
Acho sempre legal quando relançam coisas assim pois os fãs (e acredito que somente os fãs mesmo) podem ter a chance de comprar o que perderam.
Para Marvels - Por trás da câmera, o roteirista Kurt Busiek conta com o traço de Jay Anacleto e a história ainda é contada sob o ponto de vista do fotojornalista Phil Sheldon, que agora está aposentado.
Finalmente lançada no Brasil, a Panini comprimiu os volumes estadunidenses e colocou o aracnídeo na capa (afinal, até o lançamento do filme do Homem de Ferro II, ele ainda vende).
Por fim, a Liga HQ está com uma promoção do Marvels original que vale a pena.